terça-feira, 7 de agosto de 2012

Lucro líquido da Even cai 26,2% no 2º tri, para R$ 39 milhões


SÃO PAULO - A Even Construtora e Incorporadora registrou lucro líquido de R$ 39,783 milhões no segundo trimestre de 2012, resultado 26,2% abaixo dos R$ 53,967 milhões no segundo trimestre do ano passado.

O resultado foi divulgado na madrugada desta terça-feira pela empresa em seu balanço do segundo trimestre e consta das demonstrações financeiras consolidadas. O número adotado é o do lucro líquido atribuído a sócios da empresa controladora, que é a base para a distribuição de dividendos.

A receita líquida operacional atingiu R$ 501,5 milhões no segundo trimestre de 2012, resultado 11,7% superior aos R$ 428 milhões do segundo trimestre do ano passado.

O custo de vendas aumentou 17,8% no segundo trimestre deste ano, passando a R$ 370,1 milhões ante os R$ 314,7 milhões do segundo trimestre de 2011.

O resultado bruto no período de comparação cresceu 15,9%, passando de R$ 113,2 milhões no segundo trimestre de 2011 para R$ 131,4 milhões no segundo trimestre de 2012.

O resultado financeiro da Even passou de R$ 8,958 milhões no segundo trimestre de 2011 para um resultado negativo em R$ 3,171 milhões no mesmo período deste ano.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Contabilidade Financeira: Custo das medalhas olímpicas

Quanto custa para a organização a premiação das medalhas olímpicas? Suponha que sejam 2300 medalhas que serão distribuídas e que o custo uni...

Contabilidade Financeira: Phelps e o Imposto

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Contabilidade Financeira: Phelps e o Imposto: O grande vencedor das olimpíadas na natação, Michel Phelps (foto), deverá pagar para o imposto de renda do seu país a quantia de 38 mil dóla...

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Marketing contábil alavanca empresas do setor

Como um jogo de xadrez, com todas as peças do tabuleiro bem visíveis e uma estratégia bem elaborada, o Marketing pode resultar em ganhos imensuráveis para a instituição. Por isso, as empresas contábeis começam a acordar para essa nova realidade
 
Técnico em Contabilidade, Hernandes se especializou em Marketing e hoje ministra palestras
Estratégia e planejamento são duas palavras fundamentais na organização de qualquer empresa. O Marketing é uma das ferramentas importantes nesse processo, pois auxilia as companhias a se posicionarem no mercado e a fortalecerem suas marcas. Na maioria dos escritórios contábeis do País, o trabalho de comunicação ainda é um sonho distante. Apesar disso, como o próprio nome diz, existe “um mercado em movimento”.
 
Na empresa do técnico em contabilidade Anderson Hernandes, trabalhar a imagem da sua empresa se tornou uma obstinação. Há mais de 20 anos cuidando das contas de seus clientes, Hernandes descobriu que era imprescindível melhorar a sua comunicação com o mundo. E ele foi bem longe. Hernandes se graduou em Marketing, fez curso de pós-graduação em Gestão de Negócios e acabou se tornando especialista em Marketing Contábil.
 
Autor de vários livros, entre eles Estratégia de Marketing para empresas contábeis, Hernandes percebeu que muitos escritores falavam sobre o tema sem conhecer o universo contábil. Foi aí que percebeu que poderia ajudar seus colegas da contabilidade. Em sua própria empresa, começou a dar maior atenção a uma mídia de maior acesso da maioria dos cidadãos no mundo moderno, a internet. “Existe um pressuposto de que um cliente vem por indicação, mas não precisa ser só assim”, comenta. Em sua opinião, a web pode ser uma forte aliada no objetivo de aumentar a clientela, desde que as postagens estejam bem elaboradas e estrategicamente pensadas. “Existem muitos erros na utilização das redes sociais, os colegas usam de modo pessoal e não profissional”, comenta o especialista.
 
Aumento do volume do trabalho, falta de valorização profissional, inúmeros compromissos fiscais, novas tecnologias, diferentes conceitos com as normas internacionais de contabilidade, informações diversas a cada dia, enfim, uma rotina que mudou radicalmente a vida dos profissionais contábeis, forçando o seu aperfeiçoamento, uma exigência obrigatória desse boom de mudanças.

Para Hernandes, os colegas contadores vêm passando por grandes dificuldades. “A responsabilidade aumentou, mas a valorização do profissional da área não acompanhou, e a classe está encontrando dificuldades em apresentar essa questão ao seu cliente”, salienta. Por isso, ele se dedica a palestrar tentando mostrar as estratégias de organização na área de marketing. Hernandes se tornou um dos maiores palestrantes no assunto, espalhando pelo Brasil inteiro a sua experiência e as técnicas que ajudam os profissionais a trabalhar e a aprimorar a imagem do seu negócio.
 
Escritórios possuem dificuldades em cuidar da imagem
Acostumado a acompanhar o trabalho dos contadores através de cursos e palestras no Rio Grande do Sul, o técnico em contabilidade, escritor e palestrante Anderson Hernandes alerta para alguns erros cometidos, entre eles, a não formalização legal do trabalho. “É preciso mais profissionalização, pois o acordo da prestação de serviço no Rio Grande do Sul é um caso grave, grande parte dos contadores não faz contratos”, admira-se. “Noto que muitos interessados na contratação de um serviço de contabilidade, ao abordar a empresa, têm uma visão distorcida sobre a questão do Preço do serviço e, não raro, esperam um Orçamento sem que saibam de todas as variáveis que influenciarão o custo da execução, do trabalho a ser prestado”, comenta.

Hernandes também observa que os profissionais não sabem se vender, e chegou a essa conclusão após uma análise detalhada em centenas de sites de empresas contábeis no País. “Hoje é muito difícil o profissional conseguir se atualizar na parte técnica e ainda saber se vender”, pondera Hernandes, e diz que as “empresas estão tão presas tentando atender ao fisco que não conseguem realizar estratégias de divulgação”.
 
Em 2013, conforme Hernandes, as entidades contábeis já planejam ações de valorização do setor, e pode ser um bom momento de iniciar um plano de marketing. Foi percebendo a dificuldade dos colegas da contabilidade que o objetivo de Hernandes, como ele mesmo diz, tem sido o de trabalhar a conscientização desses profissionais. “Eles precisam mudar urgentemente”, e reforça que é importante os profissionais pensarem em um diferencial para não ficarem na briga por preço. Sobre esse tema, o vice-presidente da ADVB/RS, Arthur Bender, defende a ideia de que o profissional determina o seu custo para o trabalho a ser realizado, mas o valor é medido por quem compra. “Não adianta eu dizer que realizo o melhor serviço do mundo, se não me pagam por isso”, observa. Bender acredita que os empresários reconhecem a importância de um bom serviço contábil, mas cabe ao contador ou ao técnico agregar valor e mostrar algo a mais ao seu cliente.
 
Futuro dos empreendimentos passa por maior foco na comunicação
Um terço das empresas contábeis deverá fechar as portas nos próximos cinco anos. Pelo menos, essa é a previsão do escritor e especialista em Marketing contábil Anderson Hernandes, caso as empresas contábeis não modifiquem suas posturas com relação ao mercado. Conforme Hernandes, o trabalho que se realiza hoje em comunicação tende a dar frutos após dois anos. Com vistas aos novos mercados que podem se abrir em 2014, como a Copa do Mundo, por exemplo, Hernandes aposta nesse despertar do setor para que se trabalhe hoje a fim de colher amanhã. “A Copa é um mercado que se abre para o comércio internacional”, observa. Mas de que forma as empresas contábeis podem aproveitar esse momento? Para Fernandes, essa resposta “está na ponta da língua”. Elas precisam estar preparadas: desde um site bem focado e com tradução para uma língua estrangeira até as grandes ações mercadológicas, tais como novas parcerias com empresas estrangeiras, além de contar com as câmaras de comércio internacional, criando uma porta de entrada para as multinacionais.

Na opinião dos especialistas, o Investimento na implementação do processo de Marketing nas empresas contábeis é vital. Mas, de acordo com o administrador de empresas, pós-graduado em gestão estratégica e instrutor do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas do Estado do Rio Grande do Sul (Sescon-RS), Marcelo Bernardes, essa realidade não está tão distante da situação dos gaúchos. Ele observa nos cursos em que ministra para os associados da entidade que já existe uma preocupação com a identidade visual e com o fortalecimento da imagem. “Percebe-se que, nos últimos anos, está havendo uma maior preocupação com este assunto”, comenta, apesar de saber que ainda há muito a se fazer a respeito. Ele explica que o código de ética da categoria não permite que se faça propaganda agressiva.

Segundo Bernardes, o processo de Marketing requer que as empresas tenham uma postura proativa, estruturando os processos internos com base nas tendências, necessidades e expectativas dos clientes. Mas, para isso, é necessário que se defina qual é o público alvo para direcionar o foco de atuação. “Trabalhando dessa forma, com certeza os Serviços prestados terão maior valor agregado, gerando mais resultados para a empresa, e os clientes estarão mais satisfeitos”, garante.
 

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Medalhas olímpicas no Judô: quando o investimento dá resultado
Yuri Freitas
Do Contas Abertas
Apesar de Thiago Camilo (categoria até 90 kg) não ter conseguido medalha, das três conquistas olímpicas que o Brasil garantiu até o momento, duas são referentes ao Judô. Logo no início dos jogos Olímpicos de Londres, as medalhas conquistadas no Judô por Sarah Menezes e Felipe Kitadai causaram comoção no país ao colocar, curiosa e momentaneamente, o Brasil na posição número 1 do ranking de nações olímpicas, no primeiro dia de competições após a abertura oficial.
Em contraste às altas quantias que orbitam competições desse porte, a bolsa atleta categoria “Atleta Olímpico/Paraolímpico” concedida à Sarah Menezes, pela Caixa Econômica Federal, corresponde a R$ 3,1 mil por mês. O auxílio concedido a Felipe Kitadai, na categoria “Atleta Internacional”, é ainda menor: R$ 1.850 mensais. O judoca Thiago Camilo, que conquistou a prata em Sidney (2000) e bronze em Pequim (2008), também recebe R$ 3,1 mil por mês por meio do Bolsa Atleta.
Os três judocas também são integrantes das Forças Armadas brasileiras, assim como aproximadamente 20% dos esportistas que integram o grupo que disputa os Jogos (51, de 259 atletas), segundo Ministério da Defesa (MD). O cenário decorre da parceria entre o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e o MD, firmado em 2008, que acabou por gerar o “Programa de Incorporação de Atletas de Alto Rendimento nas Forças Armadas”.
Inicialmente, o programa foi criado em razão da 5a edição dos Jogos Mundiais Militares, realizados em 2011 na cidade do Rio de Janeiro. Contudo, o projeto deve se manter até os Jogos Olímpicos de 2016. Os militares que competem em Londres passaram por treinamento na Escola de Educação Física do Exército, na cidade do Rio. As patentes militares foram ganhas assim que os atletas foram incorporados.
Sarah Menezes integra a Marinha desde 2009, por conta de uma parceria com a Confederação Brasileira de Judô (CBJ) visando os jogos militares. O soldo de marinheira confere à judoca um acréscimo de R$ 1,4 mil por mês. Felipe Kitadai é soldado do Exército. Conforme dados da Instituição, sargentos técnicos temporários ganham cerca de R$ 2,5 mil mensais. Já Thiago Camilo é terceiro-sargento e recebe R$ 1.560,00.
Concomitantemente a essa natureza de ganhos, segundo a assessoria da CBJ os atletas ainda recebem recursos provenientes dos patrocinadores, de acordo com assessoria da Confederação. A assessoria informou ao Contas Abertas que os valores variam de acordo com o mês, calculados em cima dos resultados e posicionamento no ranking mundial.
Um dos principais patrocinadores do Judô brasileiro é a Infraero. Entre 2008 e 2011, houve investimentos de R$ 7 milhões por parte da empresa, segundo resposta obtida por meio da Lei de Acesso à Informação (12.527/11). Em 2012, o valor já se aproxima de R$ 1,8 milhão.
Conforme a resposta, “esses valores incluem patrocínio à delegação da equipe do Judô Brasileiro e manutenção dos Centros do Projeto Avança Judô/Infraero. A estatal destacou também que investiu, ainda, R$ 1,9 milhão entre 2005 e 2007, além de R$ 1 milhão no patrocínio à seleção de judô para cegos entre 2009 e 2011”.
No mesmo período, entre 2008 e 2011, a CBJ, federações e projetos esportivos estaduais ligados à modalidade obtiveram repasses da União de cerca de R$ 3,2 milhões, conforme dados obtidos no Sistema Integrado de Informação Financeira do Governo Federal (Siafi). Paralelamente, R$ 11,7 milhões foram destinados às atividades de judô por meio da Lei de Incentivo ao Esporte (11.438/06), entre 2009 e 2012, – como para a execução do Campeonato Brasileiro e a preparação da seleção de base, já visando a Olimpíada no Rio.

O modelo utilizado
Para o jornalista José Cruz, que cobre as áreas de política e economia do esporte há mais de 20 anos, o valor investido em atletas olímpicos tem se mostrado melhor do que a média. “Em princípio parece ser um bom dinheiro (...). R$ 2 bilhões no ciclo olímpico, a partir de 2009, é um valor que o esporte de rendimento nunca teve. É o dobro que o governo destinou para o time que foi aos Jogos de Pequim. Porém, isso é o suficiente para preparar a equipe? Não sabemos, porque a gestão das confederações é muito fechada, nada transparente nesse sentido”, disse.
Apesar das conquistas, Cruz afirmou que o esporte brasileiro precisa ser repensado como um todo. “Esse repensar seria para um projeto de longo prazo, em que o Estado cuidaria do esporte na escola, o que não temos e é fundamental. A escola não tem como objetivo formar atletas, mas é possível aproveitar o potencial ali reunido, oferecer atividade física como apoio à parte pedagógica e identificar entre os alunos talentos para esta ou aquela modalidade”, defendeu.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Livro: Brasil dos Bancos

Uma história de bancos ainda em movimento

Por Luiz Sérgio Guimarães | Para o Valor, de São Paulo
Fernando Nogueira da Costa dedica-se a estudar os bancos brasileiros há 34 anos. Sua dissertação de mestrado, defendida em 1978, já tinha por objeto de estudo os bancos privados de Minas Gerais. Quem orientou a tese foi a então professora de mestrado da Unicamp Maria da Conceição Tavares. E é Conceição quem apresenta seu ex-aluno nas orelhas do livro. Ficamos sabendo por ela que, no início dos anos 2000, Costa "tornou-se um militante ativo na desmistificação do neoliberalismo e na defesa dos bancos públicos". Embora tenha mais de 500 páginas, "Brasil dos Bancos" é apenas a síntese das pesquisas de Costa sobre a área bancária.
O que detonou seu interesse pelos bancos foi o gatilho da perplexidade desencadeada por uma contradição: os bancos mineiros, sediados em uma economia mais frágil, eram então os maiores bancos privados do Brasil. Nos anos 1980, novo desafio: a crise dos bancos estaduais e o incandescente debate em torno de sua privatização. O caso Banespa forneceu vasto material à sua tese de doutorado, em 1988. O trabalho que havia começado na sala de aula em 1976 não parou nunca, avança pelos dias atuais, já que o setor bancário mantém-se em permanente ebulição. Na primeira metade dos anos 1990, Costa pesquisou a diversificação setorial dos grandes grupos bancários privados nacionais. Na segunda metade, estudou a crise e a quebra de grandes bancos, as privatizações dos estaduais, a concentração e a desnacionalização bancária. E, neste século, dedicou-se a defender as instituições federais das ameaças de privatização. Costa não se refugia no conforto da redoma acadêmica: entre 2003 e 2007, ocupou a vice-presidência de finanças e mercado de capitais da Caixa Econômica Federal, ao mesmo tempo em que atuava como diretor-executivo da Febraban.
O livro não é de historiador, mas de economista: ao mesmo tempo em que estuda a genealogia e a trajetória dos bancos de maior relevância, busca nas experiências passadas luzes para compreender os acontecimentos atuais, para poder, assim, imaginar o futuro. Está dividido em três grandes partes. A primeira analisa o papel do Estado na constituição do sistema financeiro nacional, descreve a atuação do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal e explica o ciclo histórico dos bancos estaduais de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, de suas origens até a privatização. A segunda parte trata dos bancos privados. Reconstitui a história das joias da coroa bancária nacional: Real (hoje Santander), Bradesco, Itaú, Unibanco e Safra. E também do fracasso dos antigos impérios Econômico, Nacional e Bamerindus. Trata, nesta seção, da desnacionalização do varejo bancário brasileiro. Na terceira parte, o foco ganha um viés mais macroeconômico, ao consolidar a trajetória dos bancos com a própria história monetária do país. É nessa parte que Costa aborda os grandes temas da atualidade: o acesso da população aos bancos, a evolução tecnológica, as novas formas de manutenção da riqueza, a evolução do crédito e a formação da taxa de juros dos empréstimos.
Depois de esmiuçada toda a história dos bancos brasileiros, Costa se ocupa dos impactos da crise global deflagrada em 2008 sobre o sistema bancário do país. O colapso de Wall Street secou o crédito mundial e o brasileiro. Mas os seus efeitos foram ainda mais perversos sobre as pequenas e médias instituições, já abaladas, quatro anos antes, pela bancarrota do Banco Santos. Restaram a elas poucas opções para obtenção de "funding": vender as carteiras de crédito, sobretudo de consignados, para antecipar liquidez; colocar no mercado de capitais fundos de investimentos em direitos creditórios (FIDCs), formados pelos recebíveis que conseguiam arrumar; captar recursos no exterior e abrir o capital na Bolsa. A venda das carteiras aumentou a concentração do crédito no país. De lá para cá, a cada conjuntura de desaquecimento econômico, como agora, o problema ressurge.
A crise financeira global deu novo impulso à consolidação bancária. A maior foi a fusão do Itaú com o Unibanco, anunciada em 3 de novembro de 2008. Mas ocorreram outras de grande porte: a compra do Real pelo Santander e a da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil. O Bradesco perdeu a liderança entre os bancos privados. Com oportunidades restritas de aquisições, sobrou ao banco da Cidade de Deus a opção de focar sua expansão no crescimento orgânico e em políticas agressivas de marketing e de preços. Mas não deflagrou uma guerra de preços e tarifas. Optou por colocar ênfase na qualidade dos serviços prestados. Essa guerra seria declarada depois, já no governo Dilma, pelos bancos estatais.
No cumprimento de sua missão de irrigar de liquidez a economia, para combater o estreitamento do crédito, os bancos públicos ganharam mercado depois da crise externa. "A atuação dos bancos estatais não foi só anticíclica. Aproveitaram a oportunidade de inibição dos bancos privados para disputar e ganhar mercado", diz Costa. E não pararam mais, como prova a ofensiva atual pela derrubada dos "spreads" bancários.
A crise mundial, ao intensificar a consolidação bancária no Brasil, forjou gigantes impossíveis de serem comprados por instituições estrangeiras. O contrário mostra-se mais factível, pois abriu-se uma nova fase da história: a da internacionalização dos bancos brasileiros. Esta é a chave para se decifrar o enigma proposto por Costa no título que escolheu para seu livro. Admite que estava em dúvida entre dois: Bancos do Brasil ou Brasil dos bancos. A conjunção coordenativa "ou" pode ser interpretada de várias maneiras. Pode indicar alternância ou exclusão - "é uma coisa ou é outra" -, pode refletir uma incerteza ("não sei se os bancos são do país, se o país é dos bancos ou se é o país dos bancos") ou, ainda, pode ser usada como partícula enfática, como na letra do Hino da Independência ("ou ficar a pátria livre ou morrer pelo Brasil!"). Cabe ao leitor resolver a charada, ao término da leitura.

"Brasil dos Bancos"

Fernando Nogueira da Costa. Edusp. 531 págs., R$ 74,00

Fonte: Valor on line

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Congresso USP 2012

Na última semana, ocorreu em SP, o 12º Congresso USP de Controladoria e Contabilidade, juntamente com o 9º Congresso de Iniciação Científica.
A titular deste Blog teve aprovado um artigo, feito a partir da orientação de um TCC de suas orientadas. O trabalho foi apresentado pelas alunas co-autoras da pesquisa, dia 27 de julho, e ainda ganhou indicação para o melhor trabalho na área! Não ganhamos, mas a simples indicação mostra o valor da pesquisa. Dentre tantos trabalhos, ser apontado como um dos finalistas, acreditem, faz um bem danado!
Parabéns à Viviane Offrede e à Rita de Cássia, por provarem que um TCC bem orientado dá muitos frutos,. Obrigada por não desistirem e acreditarem em mim.

Obrigada, meninas!
Se o leitor tiver curiosidade de conhecer o trabalho, mande um e-mail solicitando-o. Enviarei com a maior presteza!