Logo após o segundo turno das eleições deste ano, que revelou Dilma Rousseff como a nova presidente da República, começaram discussões públicas sobre a volta de um tributo nos moldes da CPMF (Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira).
O problema é que isso não agradou em nada os contribuintes. Enquete do portal InfoMoney revelou que 90,3% dos internautas deram nota zero às discussões sobre o assunto. No total, 1.206 usuários responderam à pergunta “Que nota você dá para as discussões sobre a volta da CPMF”.
No outro extremo, 4,31% dos internautas deram nota dez às discussões sobre a volta do tributo, o segundo maior percentual identificado na enquete.
Resultados
Confira, abaixo, a quantidade de respostas para cada nota:
"Que nota você dá para as discussões sobre a volta da CPMF?"
Nota Respostas
0 90,30%
1 0,91%
2 1,49%
3 0,25%
4 0,41%
5 0,50%
6 0,41%
7 0,58%
8 0,41%
9 0,41%
10 4,31%
Fonte: Enquete InfoMoney
Saiba mais
A CPMF, que tinha alíquota de 0,38%, foi extinta a partir de 2008. Na época, o governo aumentou o IOF (Imposto sobre operações financeiras), como forma de compensar a perda.
Também foi discutida a criação da CSS (Contribuição Social para a Saúde), tendo em vista que a contribuição anterior era destinada ao setor de saúde, que ficaria sem esses recursos com o fim da cobrança. Porém, a proposta está parada, aguardando análise no Congresso Nacional, como parte da regulamentação da Emenda 29, que garante recursos para a área de saúde.
Agora, após a eleição da nova presidente do Brasil, o assunto voltou à tona. No entanto, um novo tributo teria grande peso no bolso do contribuinte.
Para se ter uma ideia, a volta da cobrança de um tributo nos moldes da CPMF, com alíquota de 0,38% sobre a movimentação financeira, faria com que a arrecadação per capita aumentasse 5%, para R$ 7.035, ante os R$ 6.700 previstos para este ano.
Os cálculos, feitos pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), levam em conta a contribuição que a CPMF trazia para a arrecadação total e a previsão para este ano da soma dos tributos pagos pelos brasileiros.
Fonte: Contabilidade e Controladoria
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