domingo, 31 de outubro de 2010
terça-feira, 12 de outubro de 2010
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Orçamento do Ministério do Esporte triplicará em 2011
Leandro Kleber, do Contas Abertas
Enquanto o país se prepara para a Copa do Mundo de 2014 - já com atraso na avaliação da Fifa -, o orçamento da União de 2011 prevê montante recorde de recursos ao Ministério do Esporte. De acordo com a proposta encaminhada pelo governo ao Congresso Nacional, a última elaborada pela equipe do presidente Lula, a pasta terá quase R$ 1,3 bilhão para pagar pessoal, despesas correntes (contratações de terceirizados, água, luz, telefone) e investimentos (execução de obras e compra de equipamentos) no próximo ano. O valor, que será ampliado depois de receber emendas parlamentares, é o triplo do previsto inicialmente pelo governo para 2010 e o maior já projetado durante a era Lula.
O aumento se dá principalmente no programa Brasil no Esporte de Alto Rendimento, o Brasil Campeão, que visa financiar atletas por meio de bolsas, promover eventos esportivos e preparar equipes para campeonatos. Em 2010, o orçamento inicial previsto do programa foi de R$ 67,7 milhões, enquanto para 2011 a estimativa é desembolsar R$ 843 milhões, 12 vezes mais.
Só com atividades e projetos de infraestrutura, preparação e organização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio de Janeiro de 2016, o Ministério do Esporte prevê R$ 452 milhões. Outros R$ 80 milhões serão destinados a ações da Copa do Mundo de 2014 e R$ 40 milhões, ainda do Brasil Campeão, serão concedidos a atletas por meio de bolsas. O valor, o dobro do projetado para 2010, beneficiará, segundo a proposta orçamentária de 2011, 3 mil esportistas.
A dotação orçamentária do Ministério do Esporte para 2011 ainda será ampliada. Isso porque os parlamentares irão propor emendas ao orçamento, principalmente relacionadas à infraestrutura esportiva, como acontece todo ano. O projeto de lei orçamentária para 2010 encaminhado pelo Executivo ao Congresso no segundo semestre de 2009, por exemplo, previa R$ 407 milhões ao Ministério do Esporte neste ano. Após tramitar no Legislativo, o valor subiu para quase R$ 1,6 bilhão.
Apesar do volume elevado, a execução do orçamento da pasta registrada nos últimos anos passou longe da ideal. Do R$ 1,6 bilhão autorizado para uso do Ministério do Esporte neste ano, apenas R$ 485 milhões foram desembolsados até agora, ou seja, 30% do total. Em 2009, a situação foi semelhante. Somente R$ 579 milhões do R$ 1,5 bilhão previsto (37% do total) foram aplicados entre janeiro e dezembro, incluindo os chamados “restos a pagar”, empenhos (reservas) rolados para exercícios seguintes.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa do Ministério do Esporte, mas até o fechamento da matéria não houve retorno.
O perfil do profissional contábil
De: Contabilidade e Controladoria
Foi-se o tempo do "guarda-livros". As funções meramente burocráticas estão cedendo espaço para profissionais mais arrojados, que desejam aproximar informações e utilidade gerencial.
Sabe-se que cursar quatro anos do ensino superior e registrar-se no CRC é apenas o início da caminhada do Contador. O mercado procura um perfil dinâmico, um profissional que se atualize constantemente e seja um auto-didata.
A globalização e a necessidade de inovações constantes levam os empregadores a contratar pessoas pró-ativas, com senso de responsabilidade e capacidade de se manterem atualizadas diante do caos legislativo que se verifica no Brasil.
A avalanche de informações que o governo exige das empresas é um indicativo que não basta apromoramento técnico, sendo necessário o contabilista compreender e comunicar-se dentro e fora da organização, visando adaptar tais exigências. Mensalmente, os governos federal, estaduais e municipais despejam nos diários oficiais dezenas de decretos, regulamentos, atos administrativos, instruções normativas, etc.
Diante de tal sobrecarga, o contabilista necessita focar situações estratégicas, estar preparado para ser um gerente de informações. Cada vez mais é comum as empresas consultarem os profissionais contábeis sobre composição de seus custos, para formação seu preço de venda, análise de ponto de equilíbrio, alavancagem, análises do balanço e outras situações gerenciais. Mas, preocupado em atender as inúmeras exigências principais e acessórias dos fiscos, o contador às vezes não dispõe de tempo para situações que demandam análises estratégicas, o que o tornaria, de fato, um gestor de informações.
Muitas faculdades de Ciências Contábeis ainda não despertaram para o fato de que existe uma necessidade imediata em formar contadores com pensamento de gestores e não somente operacionais, relegando a concentração de idéias a segundo plano.
Os contabilistas têm tudo para serem extremamente importantes nas organizações, pois, além de suas funções tributárias (o que, por si só, já o remetem a administrar quase 40% do faturamento de uma empresa), poderão trazer para a organização um leque de análises, informações e idéias que podem significar a diferença entre o sucesso e o fracasso empresarial. Num mundo competitivo e global, quem errar em custos e formação de preços, fluxo de caixa e gestão de crédito, está fadado ao fracasso.
O contador gerencial é definido pelo IFAC - International Federation of Accouting (Federação Internacional de Contabilidade) como um profissional que: "...identifica, mede, acumula, analisa, prepara, interpreta e relata informações (tanto financeiras quanto operacionais) para uso da administração de uma empresa, nas funções de planejamento, avaliação e controle de suas atividades e para assegurar o uso apropriado e a responsabilidade abrangente de seus recursos".
Tão importante saber como se comportou a empresa no passado, com base nas informações da contabilidade financeira, também interessa ao empresário saber o que fazer no futuro, traçar estratégicas para situações de dificuldades a serem enfrentadas, fazer um planejamento das atividades, elaborar seu fluxo de caixa, executar um orçamento de vendas, enfim, utilizar-se da contabilidade como ferramenta de gestão empresarial. O profissional contábil que for bem mais além que registrar os atos e fatos administrativos certamente poderá atender essa demanda, tornando-se um contador gerencial.
Além de conhecimento legislativo (normas tributárias, como o Regulamento do Imposto de Renda, e normas societárias, como a Lei 6.404/76), o contabilista precisa estar atualizado com recursos tecnológicos da computação, e conhecer as normas contábeis, tanto nacionais como internacionais. Estas últimas já serão obrigatórias para os balanços de 2.010, e o início da adaptação aos balanços para empresas brasileiras já começou com a Lei 11.638/2007. Novas normas seguirão, exigindo do profissional um perfil cada vez mais autodidata para acompanhar a evolução da Ciência Contábil.
Entre as análises das demonstrações contábeis oriundas da contabilidade financeira fazem parte do pacote da contabilidade gerencial: análises de desempenho, análises horizontais e verticais, análises através de índices (liquidez, endividamento e rentabilidade) e análise de custo/volume//lucro.
O profissional contábil, ainda que seja difícil, pode delegar mais atribuições rotineiras a assistentes enquanto que ele poderia certamente contribuir ativamente com seus conhecimentos contábeis e gerenciais com os novos rumos da organização. É a diferença para que possa projetar-se como um profissional útil e bem remunerado, reconhecido na organização que atua.
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